E abre espaço para novos negócios. Levantamento do Instituto Pet Brasil aponta que 48% do mercado é movimentado por pequenas e médias empresas; Confira três motivos para investir no setor.

Os cuidados com os animais de estimação aumentaram no país. É isso o que revela o levantamento do Instituto Pet Brasil (IPB), lançado no primeiro trimestre de 2022, que registrou alta de 27% do faturamento em 2021 de produtos, serviços e comércios no setor, atingindo R$ 51,7 bilhões. A movimentação deste segmento também mostra um cenário otimista para o investimento de pequenas e médias empresas na área, já que dados do IPB ainda apontam que 48% do mercado, principalmente a parte de vendas, é impulsionado pelos pequenos empreendedores.

Com o cenário favorável, novas empresas se destacaram no ramo, como a Doggi, a primeira rede de franquias especializada em banho e tosa por aplicativo do Brasil. Nascida em 2021, durante a pandemia da Covid-19, a empresa buscou atender a necessidade de levar comodismo e facilidade para o dia a dia dos tutores de cachorros. Segundo Rodolfo Calvo, fundador e CPO da Doggi, o segmento precisa de diferenciais que atendam as necessidades de quem precisa dos serviços para os animais. —A maioria dos players desta área não disponibilizavam um aplicativo que facilitasse o agendamento de serviços, raramente havia a opção de marcar múltiplos cuidados no mesmo dia. E essa praticidade aliada ao bom serviço que ajudam as empresas a se destacarem —conta.

Com a experiência no empreendedorismo, Calvo acompanha a expansão do mercado neste campo e por isso apostou na criação da Doggi. Baseando-se na bagagem no ramo dos negócios que já tinha acumulado, ele compartilha três motivos para investir na área de pets no Brasil, confira: Crescimento do cuidado com os animais — De acordo com União Internacional Protetora dos Animais (UIPA), a procura por adoção de pets aumentou 400% durante os primeiros meses da pandemia. —Essa nova demanda também gera a busca por diversos tipos de cuidados básicos com os animais, como banho, tosa — no caso dos cachorros —, hotéis para animais, cuidados médicos, recreativos e muitos outros serviços que podem ajudar na saúde e no bem-estar do bichinho. Assim, com essa necessidade, é importante pensar na ampliação de mais pontos de atendimento para eles —destaca.

Faturamento do setor nos últimos anos — O mercado pet no Brasil faturou, em 2020, R$ 40,8 bilhões, ocupando o 3º lugar de país que mais movimenta o setor no mundo. E como já afirmado pelo IPB, boa parte dessa movimentação acontece a partir dos pequenos e médios negócios, que atendem às necessidades dos animais espalhados pelo país. Com isso, investir em produtos e serviços para a comunidade pet se tornou um bom negócio para o empreendedor.

Oportunidades para pequenos empreendedores — A alta demanda de cuidados e serviços não são supridas pelas grandes varejistas, desta forma, o pequeno empreendedor ganha destaque para atender o que o animal e o seu

tutor precisam. De acordo com um levantamento do Sebrae em 2021, o número de microempreendedores individuais (MEIs) no mercado pet cresceu 46% no segundo semestre do ano passado. Só o setor de PMEs cresceu 39% no mesmo período, alcançando 80 mil empresas pelo país. —Para quem está começando, investir em franquias pode ser um diferencial para os empreendedores, porque começará a trabalhar em um modelo de negócio que já estrutura delimitadamente a forma de atuação de trabalho— pontua.

Fonte: Portal Fator Brasil