O mormo é uma zoonose infectocontagiosa causada pela bactéria Burkholderia mallei que acomete os equídeos (cavalos, burros e mulas) e pode ser transmitida eventualmente a outros animais e ao ser humano. Casos recentes da doença, que não tem cura, demonstram a importância dos médicos-veterinários e demandam atenção por parte dos produtores rurais e dos zootecnistas.

No intuito de alertar os profissionais, o médico-veterinário, conselheiro do CRMV-MG e Gerente de Defesa Sanitária Animal do Instituto Mineiro de Agropecuária, dr. Guilherme Negro Dias, esclarece as principais dúvidas em relação a doença.

-  O que é o mormo e quais as formas de identificá-lo?

O mormo é uma doença infectocontagiosa, causada pela bactéria Burkholderia mallei. A doença acomete principalmente os equídeos, ocasionalmente felídeos e pequenos ruminantes. Os muares são mais susceptíveis à doença aguda, enquanto os cavalos manifestam principalmente a doença crônica, especialmente em áreas endêmicas. Os seres humanos são hospedeiros acidentais, desenvolvem a doença geralmente como resultado de exposição ocupacional. Suínos e bovinos são resistentes.

 

É caracterizada por provocar lesões em trato respiratório, cutâneas e linfáticas. Grande parte dos animais são assintomáticos, podendo transmitir a doença aos outros animais da fazenda. Por ser zoonose, tratadores e médicos-veterinários que lidam diretamente com os animais devem sempre utilizar equipamentos de proteção, como máscaras, luvas e avental, quando suspeitar da doença, e coletar amostra de soro para confirmação do diagnóstico.

- Como é realizado o diagnóstico da doença?

O diagnóstico de triagem do mormo é realizado pela técnica ELISA. Essa metodologia apresenta uma sensibilidade diagnóstica maior que a técnica de fixação de complemento, utilizada até então pelos laboratórios brasileiros credenciados pelo MAPA. O exame confirmatório é realizado somente no Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA) do MAPA e a técnica utilizada é o Western Blotting (WB).

- O mormo é transmissível de animais para outros animais? Ele acomete apenas equinos?

Acomete principalmente os Equídeos, ocasionalmente felídeos e pequenos ruminantes. Os muares são mais susceptíveis à doença aguda, enquanto os cavalos manifestam principalmente a doença crônica, especialmente em áreas endêmicas. Os seres humanos são hospedeiros acidentais, desenvolvem a doença geralmente como resultado de exposição ocupacional. Suínos e bovinos são resistentes.

 

- Qual a melhor forma de prevenção à doença?

A prevenção e o controle do mormo dependem de um programa de detecção precoce, eliminação dos animais positivos associados ao estrito controle de movimento animal, quarentena/isolamento e completa limpeza e desinfecção das instalações do foco.

 

- Quais prejuízos ela pode causar na economia agropecuária?

Como a doença não tem cura, os animais positivos devem ser sacrificados. As propriedades foco, são interditadas e dessa forma ocorre a restrição total de movimentação dos animais da propriedade até o completo saneamento do foco. 

- Qual o papel do IMA na prevenção da doença? E dos produtores rurais?

A notificação de suspeitas de mormo ao Instituto Mineiro de Agropecuária é obrigatória pelos médicos veterinários e produtores rurais.

 

Testes negativos de mormo são exigidos para emissão de GTA para o trânsito interestadual de equídeos e participação em eventos pecuários.

 

Em caso de suspeita de mormo, o IMA deverá realizar investigação clínica e epidemiológica; o isolamento do(s) caso(s) suspeito(s) e interdição da(s) unidade(s) epidemiológica(s) até a conclusão das investigações; submeter os animais suspeitos a testes laboratoriais para diagnóstico. O IMA participa da habilitação dos médicos veterinários interessados a realizar a coleta de material para realização de exames de mormo.

O mormo é uma zoonose infectocontagiosa causada pela bactéria Burkholderia mallei que acomete os equídeos (cavalos, burros e mulas) e pode ser transmitida eventualmente a outros animais e ao ser humano. Casos recentes da doença, que não tem cura, demonstram a importância dos médicos-veterinários e demandam atenção por parte dos produtores rurais e dos zootecnistas.

No intuito de alertar os profissionais, o médico-veterinário, conselheiro do CRMV-MG e Gerente de Defesa Sanitária Animal do Instituto Mineiro de Agropecuária, dr. Guilherme Negro Dias, esclarece as principais dúvidas em relação a doença.

-  O que é o mormo e quais as formas de identificá-lo?

O mormo é uma doença infectocontagiosa, causada pela bactéria Burkholderia mallei. A doença acomete principalmente os equídeos, ocasionalmente felídeos e pequenos ruminantes. Os muares são mais susceptíveis à doença aguda, enquanto os cavalos manifestam principalmente a doença crônica, especialmente em áreas endêmicas. Os seres humanos são hospedeiros acidentais, desenvolvem a doença geralmente como resultado de exposição ocupacional. Suínos e bovinos são resistentes.

 

É caracterizada por provocar lesões em trato respiratório, cutâneas e linfáticas. Grande parte dos animais são assintomáticos, podendo transmitir a doença aos outros animais da fazenda. Por ser zoonose, tratadores e médicos-veterinários que lidam diretamente com os animais devem sempre utilizar equipamentos de proteção, como máscaras, luvas e avental, quando suspeitar da doença, e coletar amostra de soro para confirmação do diagnóstico.

- Como é realizado o diagnóstico da doença?

O diagnóstico de triagem do mormo é realizado pela técnica ELISA. Essa metodologia apresenta uma sensibilidade diagnóstica maior que a técnica de fixação de complemento, utilizada até então pelos laboratórios brasileiros credenciados pelo MAPA. O exame confirmatório é realizado somente no Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA) do MAPA e a técnica utilizada é o Western Blotting (WB).

- O mormo é transmissível de animais para outros animais? Ele acomete apenas equinos?

Acomete principalmente os Equídeos, ocasionalmente felídeos e pequenos ruminantes. Os muares são mais susceptíveis à doença aguda, enquanto os cavalos manifestam principalmente a doença crônica, especialmente em áreas endêmicas. Os seres humanos são hospedeiros acidentais, desenvolvem a doença geralmente como resultado de exposição ocupacional. Suínos e bovinos são resistentes.

 

- Qual a melhor forma de prevenção à doença?

A prevenção e o controle do mormo dependem de um programa de detecção precoce, eliminação dos animais positivos associados ao estrito controle de movimento animal, quarentena/isolamento e completa limpeza e desinfecção das instalações do foco.

 

- Quais prejuízos ela pode causar na economia agropecuária?

Como a doença não tem cura, os animais positivos devem ser sacrificados. As propriedades foco, são interditadas e dessa forma ocorre a restrição total de movimentação dos animais da propriedade até o completo saneamento do foco. 

- Qual o papel do IMA na prevenção da doença? E dos produtores rurais?

A notificação de suspeitas de mormo ao Instituto Mineiro de Agropecuária é obrigatória pelos médicos veterinários e produtores rurais.

 

Testes negativos de mormo são exigidos para emissão de GTA para o trânsito interestadual de equídeos e participação em eventos pecuários.

 

Em caso de suspeita de mormo, o IMA deverá realizar investigação clínica e epidemiológica; o isolamento do(s) caso(s) suspeito(s) e interdição da(s) unidade(s) epidemiológica(s) até a conclusão das investigações; submeter os animais suspeitos a testes laboratoriais para diagnóstico. O IMA participa da habilitação dos médicos veterinários interessados a realizar a coleta de material para realização de exames de mormo.