O Informe Quinzenal produzido por tutores e residentes do Programa de residência integrada em Medicina Veterinária e saúde pública, retorna com a curadoria sobre as principais publicações, acadêmicas ou não, sobre a relação dos animais com o vírus da COVID-19.  A edição atual cobre o período de 14 a 29 de maio e analisa as publicações que buscam identificar o possível hospedeiro intermediário do SARS-CoV-2, o novo coranavírus.

Outros estudos, entretanto, desenvolvidos pela comunidade cientifica mundial, também são analisados no documento, sobretudo em relação a quais outras espécies estariam susceptíveis a contrair, transmitir e desenvolver o vírus e a doença. Dos animais investigados, os gatos são os mais suscetíveis à SARS-Cov-2 ao lado de furões e morcegos frugívoros. Em comparação a felinos e furões, cães apresentam menor susceptibilidade em relação ao vírus, enquanto hamsters dourados, macacos-caranguejos e rhesus não apresentaram sinais. 

“Dada a necessidade de interromper a pandemia da doença de Covid-19, através de vários mecanismos, incluindo a quebra de cadeias de transmissão, é necessário um melhor entendimento do papel que os gatos podem desempenhar, porém sem esquecermos que o abandono de animais não resolve o problema de saúde pública que vivemos e só piora a crise, para a sociedade em geral e, principalmente para os pets abandonados” esclarece o documento. 

Em relação aos furões, o documento analisa o aparecimento de casos de SARS-CoV-2 em criadouros da espécie na Holanda, onde eram comuns para a fabricação de casacos, mas todos contaminados por um trabalhador do local positivo para a COVID-19.

“O atual cenário da COVID-19 é decorrente da transmissão entre humanos, e não há evidências de que os animais tenham um papel importante na disseminação da doença para humanos” finaliza o documento, orientando para limitar o contato com animais de estimação caso haja suspeitas de contaminação de seu tutor, para evitar que eles sejam expostos ao vírus. 

 

Leia a íntegra do Informe Quinzenal. Ademais, dúvidas, sugestões e críticas podem ser enviadas para saudepublicaveterinariadaufmg@gmail.com.

Fonte: Escola de veterinária UFMG