A curadoria de publicações, acadêmicas ou não, produzida pelos residentes e tutores do Programa de Residência Integrada em Medicina Veterinária com ênfase em Saúde Pública em parceria com a Assessoria de Comunicação da Escola de Veterinária da UFMG e do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Minas Gerais, ganha sua segunda edição. 

Dessa vez compreendendo um período de duas semanas, 15 a 29 de abril, frente aos sete dias abrangidos pela primeira edição, 7 a 14 do mesmo mês, a publicação analisa a origem do vírus da síndrome respiratória aguda grave 2, o coronavírus da COVID-19, que já havia infectado mais de 3 milhões de pessoas ao redor do globo até o dia da publicação.

A análise genética do novo coronavírus apontou 96,2% de semelhança com estirpes virais presentes em espécies de morcegos, porém a origem comum da SARS-CoV-2 aponta a presença de um hospedeiro intermediário entre o morcego e o ser humano. Uma vez que não há venda de carne de morcego no mercado de Wuhan, cidade chinesa epicentro da doença, acredita-se que o consumo da carne do Pangolim tenha sido a origem da contaminação, como outrora foram Civeta e Dromedário nas epidemias de SARS e MERS em 2003 e 2012 respectivamente.

“[...] a ocorrência dessas doenças, sejam quais forem os animais hospedeiros, se relacionam com o fato do homem colocar em um ambiente comum, espécies que provavelmente não se encontrariam naturalmente, criando ambientes propícios para que vírus de diferentes espécies possam se encontrar [...]” afirma o ecologista especializado em doenças Richard Ostfeld, do Cary Institute of Ecosystem Studies, nos Estados Unidos à BBC e trazido pelo Informe Quinzenal. 

Toda essa situação que se apresenta é uma oportunidade de reflexão para o ser humano reavaliar nossos hábitos de consumo em relação aos animais e à natureza. Diversos episódios de xenofobia contra chineses foram reportados desde a eclosão da pandemia, mas no mundo inteiro diversas sociedades desenvolveram práticas de caça, aprisionamento e alimentação de animais silvestres tais quais os que acontecem em Wuhan. “Repensar sobre a produção sustentável, nossos hábitos de consumo, nossas relações pessoais e interespécies... esse é o nosso presente. Qual será o nosso melhor futuro?” finaliza o Informe Quinzenal

Lembrando sempre que o grupo está aberto a sugestões e considerações pelo e-mail: saudepublicadaufmg@gmail.com.

 Fonte: Escola de Veterinária da UFMG