A prefeitura de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, já notificou 34 casos de Febre Maculosa. Até o momento, são quatro mortes registradas, sendo que três já foram confirmadas que ocorreram em virtude da doença. O médico-veterinário e presidente da Comissão de Saúde Pública do CRMV-MG, dr. José Renato de Resende Costa, é o responsável por coordenar as ações de controle do surto da doença no município, onde atua como diretor da Vigilância Ambiental e Zoonoses.

“Realizamos trabalhos de vigilância epidemiológica, envolvendo capina e limpeza, aplicação de cal em todo o terreno, isolamento sanitário da área, identificação, através de placas, fixas, de cuidados em relação a presença do carrapato e possível transmissão de febre maculosa. A partir da próxima segunda-feira (10), iniciaremos, em um raio de toda a área do regional nacional, em Contagem, a borrifação de 100% dos equinos e bovinos. Também atuaremos no trabalho com as capivaras presentes na bacia hidrográfica, para ações de captura, vermifugação, banho e castração”, detalha o médico-veterinário.

No ciclo de transmissão da Febre Maculosa, um carrapato infectado pica a capivara e transmite a bactéria. O animal infectado passa a contaminar outros carrapatos que, transmite a doença para seres humanos. Os principais sintomas são febre, dor no fundo dos olhos, náuseas, vômitos, diarreias, dores e manchas no corpo. “A partir da notificação, nós iniciamos o trabalho de vigilância epidemiológica, ambiental e controle de zoonoses no local, com panfletagem e borrifação das casas envolvidas diretamente no foco e no mapeamento dos grandes animais e/ou capivaras na área. Aqueles que apresentarem os sintomas, devem procurar imediatamente a unidade de saúde mais próxima de sua residência”, afirma dr. José Renato.

A atuação dos médicos-veterinários no combate à Febre Maculosa é imprescindível, conforme enfatiza dr. José Renato. “Todas essas ações de saúde pública envolvem o médico veterinário, desde a questão ambiental humana e animal. Afinal, hoje visamos a saúde única. Possuímos em nossa formação, conhecimentos da parte epidemiológica, para atuarmos de forma geral de toda a dinâmica da transmissão da febre maculosa”.  

(Foto: TV Rede Globo/Reprodução)